"É ATRAVÉS DA VIA EMOCIONAL QUE A CRIANÇA APREENDE O MUNDO EXTERIOR, E SE CONSTRÓI ENQUANTO PESSOA"
João dos Santos

segunda-feira, novembro 14, 2022

Pós-Parto: Quando Pedir Ajuda

Pós-parto: Um pedido de Ajuda 


Pese embora o nascimento de um filho faça parte dos momentos mais importantes das nossas vidas, o cuidado, a atenção e a dedicação que implica cuidar do nosso bebé não é uma tarefa fácil, principalmente quando nos encontramos sozinhas/os no processo. 

Por vezes, parece que todas as nossas reservas se estão a esgotar e nem sequer sabemos como conseguimos “sobreviver” a mais um dia, sendo provável que tal aconteça por nos sentirmos exaustas/os. 


No meio deste processo, podemos vir a ser invadidas/os por um misto de sentimentos que oscilam entre as saudades do nosso eu antes de sermos pais, entrelaçado com a felicidade do nosso eu agora, certamente mais rico. Ocasionalmente, pode também acontecer sermos atropelados por pensamentos e fantasias não aceitáveis moralmente e, por isso, não os partilhamos e, assim, acabamos por os tornar maiores na nossa mente, dificultando a forma como poderemos lidar com eles e desconstruí-los.

Torna-se assim importante que tenhamos alguém que nos ouça, que sinta connosco todas estas questões e que nos ofereça tranquilidade, ajudando-nos a ultrapassar a nossa ansiedade, a conter as nossas frustrações e, a aceitar os nossos sentimentos, mesmo os menos adequados.

Esta ajuda para lidar com os sentimentos difíceis é fundamental, uma vez que, só assim, conseguiremos conter os sentimentos do nosso bebé e funcionarmos como uma âncora na sua vida.

Caso esteja a vivenciar esta situação ou uma situação semelhante em que sinta que precisa de ajuda, não hesite em pedi-la, o acompanhamento psicológico poderá apoiá-la(o) nesta situação.


Dra. Daniela Morbey 
Psicóloga Clínica
Cédula Profissional nº 15565

quarta-feira, setembro 28, 2022

Gratidão

Gratidão




Setembro é, habitualmente, um mês de recomeços. O Verão permite tanto a crianças, como a jovens e adultos momentos de descontração e relaxamento, usufruir de maior tempo ao ar livre e na natureza, sair da rotina do dia-a-dia. 

No início deste mês e com a passagem para o Outono as obrigações regressam, tanto com o reinício das aulas como da vida laboral. Este recomeço pode, muitas vezes trazer de volta sensações de mal-estar, ansiedade, tristeza. Não é tarefa fácil, prolongar a sensação de bem-estar vivida durante as férias, para os dias comuns, em que muitas vezes as tarefas se acumulam e deixamos o nosso espaço pessoal ou em família de lado para conseguir fazer “check” em tudo.

No passado dia 21 de setembro foi celebrado o dia mundial da gratidão. Vimos aqui recordar este dia, pois acreditamos que trazer mais momentos de gratidão para o dia-a-dia, pode contribuir para aumentar a sensação de bem-estar. 

A gratidão é a expressão de apreço por algo que se tem ou pelo qual se passou. É o reconhecimento de valor em algo, independentemente do seu custo monetário. Existem algumas áreas do cérebro que estão associadas à gratidão e a sua expressão aumenta o seu uso futuro. Esta prática permite descentralizar o foco de emoções mais desagradáveis ajudando a balancear a visão interna destas mesmas emoções.

Algumas formas de expressar gratidão podem ser:
  • Retirar um momento da sua semana para recordar algo que lhe dá prazer, ou mesmo fazê-lo; 
  • Escrever sobre um ou dois momentos importantes na semana e pelo qual está grato/a; 
  • Imaginar como seria a sua vida se algo positivo não tivesse acontecido;
  • Agradecer a outros à sua volta pela sua contribuição em algo na sua vida, não esquecendo o seu próprio mérito;
  • Estar junto de amigos e familiares que o/a façam sentir acolhido/a;
  • Ajudar uma criança a desenhar uma coisa pela qual se sinta agradecida, nessa semana.

É, igualmente, importante perceber que não se deve fazer um esforço por estar grato em momentos dolorosos ou por tudo o que se tem, e que todas as emoções são válidas e existe espaço para as expressar. 

Os recomeços nem sempre são fáceis, assim como a expressão das nossas emoções face aos mesmos. Saiba que, nestes momentos, não tem de estar sozinho/a e pode pedir ajuda.


Dra. Joana Teixeira
Psicóloga Clínica
Cédula Profissional nº 21107

quarta-feira, setembro 21, 2022

Parentalidade no Divórcio

Os pais não se divorciam dos filhos...



Durante um processo de divórcio e, sobretudo, após o mesmo, para além de o casal se separar efetivamente entre si, o que ocorre muitas vezes é que um dos elementos do (ex) casal também se separa da criança.

Bem sabemos que uma separação não é fácil e, frequentemente, os sentimentos de raiva e de mágoa perduram no tempo, dificultando a existência de uma relação harmoniosa entre os pais e focada no superior interesse da criança. 



A criança tem o direito de manter a imagem que tem de cada um dos pais, não sendo por isso justo que algum dos elementos do (ex) casal destrua essa mesma imagem e/ou que contribua ou fomente a não relação entre o pai/mãe e a criança.

É importante que os pais se tratem um ao outro com respeito, não partilhando com a criança as falhas que o outro cometeu e, por conseguinte, não denegrindo a sua imagem, tendo sempre em mente que quem se separou foi o casal entre si e não, o outro elemento da criança.

Poderão olhar para a situação, vendo-a do ponto de vista da criança, que ama e pertence a ambos os pais, não tendo por isso que se sentir dividida e manter lealdade a um dos pais.

Após a separação, os pais devem então manter uma comunicação positiva entre si, cooperarem um com o outro e, transmitir à criança que continuam juntos em prol dela. Se a criança sentir que não se pode apoiar nos pais, tal originará sentimentos de insegurança.

Desta forma poderemos evitar sentimentos de ansiedade, raiva, depressão ou baixa auto-estima.
Lembre-se, o divórcio dos pais não tem de ser uma situação traumática e/ou negativa para a vida da criança. Será, sobretudo, a capacidade de ajustamento dos pais que irá influenciar a forma como a criança irá viver essa nova realidade.


Se estiver a viver uma situação de divórcio ou sentir que precisa de ajuda, estamos aqui para si! É fundamental que os pais estejam emocionalmente disponíveis para esclarecer todas as duvidas que a criança possa ter e muitas vezes, o apoio psicológico, pode ajudar nessa preparação. 

Dra. Daniela Morbey 
Psicóloga Clínica
Cédula Profissional nº 15565

quinta-feira, abril 14, 2022

Psigestões

PSIGESTÕES

O CRESCER vem apresentar uma nova rubrica, Psigestões. Esta pretende acompanhá-lo a si, à sua família, aos seus filhos, nos diversos desafios da vida e do dia-a-dia, com algumas sugestões que podem acompanhá-lo, suportá-lo, ser uma primeira porta para esclarecer e tranquilizar dúvidas ou incertezas ou para, simplesmente, criar um momento para si, quer seja criança, jovem ou adulto.

As nossas sugestões de Abril:

Para os mais novosFilipe Feliz (uma história para aprenderes o que te faz feliz) de Rita Castanheira Alves. Esta é uma história simples que pode ajudar as crianças a reconhecerem a felicidade dentro deles, quais as sensações corporais que esta emoção suscita, o que as faz pensar e fazer. Acreditamos que a literacia emocional é uma das principais ferramentas que podemos dar às crianças, pois quando sabemos reconhecer as nossas emoções, a aprendizagem da regulação emocional fica muito mais fácil.


Para os mais crescidos Somos (mesmo) uma merda a crescer de Filipa Beleza. Um livro que ilustra algumas das angústias de crescer e da conquista de autonomia ao tornar-se adulto nos dias de hoje, falando sobre amor, ansiedade, estilos de vida, trabalho, redes sociais. Uma leitura leve que pode fazer o leitor sentir-se menos sozinho no seu caminho de evoluções e conquistas.


Para toda a famíliaEu vou ser de André Letria e José Jorge Letria. Um conjunto de frases e desenhos coloridos que podem colocar todos os membros da família, a pensar, imaginar, experimentar em conjunto, sobre aquilo que querem ser quando “forem grandes”, permitindo a miúdos e graúdos poderem falar sobre os seus sonhos e desejos e dessa forma, criar um possível momento de conexão e partilha no seio familiar.



Dr.ª Joana Teixeira
Psicóloga Clínica
Cédula Profissional nº 21107

terça-feira, setembro 07, 2021

Setembro: O Regresso à Rotina


Chegou Setembro... o mês de (Re)Começar!


Setembro é o mês de regressar e recomeçar. Para algumas crianças e jovens o regresso às aulas significa expectativa e rever colegas e amigos, para outros voltar à escola pode envolver sofrimento. 

Depois das férias grandes, um período marcado, sobretudo, pela descontração de crianças, jovens e adultos, pode regressar com maior intensidade o medo, a preocupação, o receio e emoções como a tristeza, a raiva e a zanga. Tudo isto pode aumentar com o aproximar do regresso à escola, em que as regras, obrigações e relações com professores e pares vão retomar. 

Apesar de ser natural um maior desconforto associado ao regresso às aulas, comparativamente ao período de férias, podem existir alguns sinais de que este regresso possa estar associado a sofrimento psicológico.

Deixamos alguns sinais aos quais pais, cuidadores e familiares devem estar atentos:

Mudanças súbitas ou acentuadas de comportamento;
Diminuição do desempenho escolar;
Dificuldades de concentração;
Comportamentos de risco;
Falta de motivação e energia, cansaço frequente;
Isolamento;
Sentimentos como a tristeza e o medo frequentes e prolongados no tempo;
Dificuldades no sono.
 

O regresso às aulas pode ajudar a aumentar todos estes sinais de alerta, que podem significar que o/a seu/sua filho/a precisa de ajuda e pode beneficiar de apoio psicológico. No Crescer estamos disponíveis para o ouvir e ajudar a si e ao/à seu/sua filho/a.


Dr.ª Joana Teixeira
Psicóloga Clínica
Cédula Profissional nº 21107