"É ATRAVÉS DA VIA EMOCIONAL QUE A CRIANÇA APREENDE O MUNDO EXTERIOR, E SE CONSTRÓI ENQUANTO PESSOA"
João dos Santos

sábado, janeiro 16, 2021

As Diferenças entre Tristeza e Depressão

 O que distingue a Tristeza da Depressão...

Cada vez mais importa sensibilizar e consciencializar as pessoas para a distinção entre estados de tristeza e depressão efetiva. Em casos extremos, a diferença é profunda e bastante nítida, no entanto, tal desigualdade, torna-se também menos clara com bastante frequência, já que a depressão e a tristeza coexistem e interligam-se.

A diferença reside essencialmente nas causas e na duração dessa mesma tristeza. “normal” ficarmos tristes com o falecimento de alguém que nos é próximo, contudo, deixa de ser “normal” se tais sintomas se prolongarem por longos períodos de tempo, interferindo significativamente nos vários domínios da vida da pessoa.

A tristeza deve então ser pensada como uma resposta universal perante situações de perda, derrota, desapontamento e outras contrariedades. A tristeza poderá caracterizar-se por uma dor saudável, onde não existe desesperança e sendo causada por uma circunstância externa. 

Contudo, no caso da depressão, mesmo que as circunstâncias externas sejam idênticas, o sentimento de dor parece que se estende a circunstâncias que vão para além das externas. Neste caso, embora não se possam alterar as condições externas, é possível modificar componentes internas. Ou seja, cabe- nos a nós, recorrendo a ajuda especializada, tentar compreender o ciclo depressivo, e só assim se torna possível quebrá-lo.

Por sua vez, a depressão inclui diminuição da autoestima e, por vezes, ideação ou risco de suicídio. É uma perturbação do humor que afeta o funcionamento da pessoa em diversos domínios, nomeadamente, a capacidade de pensar, de estabelecer relações interpessoais, de trabalhar, entre outros aspetos.

Todas as pessoas em alguma ocasião vivenciam sentimentos de tristeza, mas normalmente esses sentimentos passam após alguns dias, situação que não acontece quando a pessoa desenvolve uma perturbação do humor.

De uma forma geral, a depressão deve ser entendida como uma perturbação psicológica que vai muito para além de um estado temporário de humor. É um conjunto de experiências que têm impacto ao nível do humor, funcionamento físico, capacidade de pensar e comportamentos. 

Se precisar de ajuda, contacte-nos! 
Dr.ª Sara Loios
Psicóloga Clínica
Cédula Profissional nº 20837


segunda-feira, janeiro 04, 2021

Quando a Tristeza se torna um Problema - A Depressão


Vamos Falar de Depressão...


Torna-se cada vez mais comum na nossa sociedade ouvirmos usar o termo “depressão” sempre que alguém se encontra mais triste ou abatido. Não são raras as vezes que, com certeza, ouvirá esta expressão ser aplicada como sinónimo de “chateado”, “dececionado”, “triste”, ou algum termo semelhante que se refira a uma emoção negativa que ocorre após uma experiência negativa.

No entanto, é esta utilização quotidiana e até banalizada desta perturbação que nos leva a sentir a necessidade de esclarecer efetivamente que a depressão, sendo uma perturbação do espetro psicológico, é muito mais do que um estado de humor temporário. 

É um conjunto de experiências de humor, de alterações físicas, cognitivas e comportamentais. É uma doença do organismo como um todo, comprometendo o físico, o humor e, em consequência, a nossa capacidade de pensamento.

Assim, depressão, enquanto termo clínico, refere-se à alteração do estado de humor, sendo a sua gravidade e duração variáveis e englobando uma multiplicidade de sintomas.  

A vulgarmente conhecida depressão constitui na verdade, a perturbação depressiva major, descrita como uma perturbação do humor. 



A Depressão altera a maneira como a pessoa vê o mundo e sente a realidade, entende as coisas, manifesta emoções, sente a disposição e o prazer com a vida. Assim, a depressão é uma patologia do foro mental caracterizada por sentimentos de tristeza, perda no interesse pelas atividades outrora vistas como agradáveis, ideação suicida, perda de apetite, alterações no sono, entre outros. É uma doença incapacitante, que conduz ao isolamento. 
 
A par disto, surgem sentimentos de desvalorização pessoal, de baixa autoestima e de inferioridade. A Depressão, é portanto uma doença afetiva ou do humor, não sendo apenas sinal de fraqueza, de falta de pensamentos positivos ou uma condição que possa ser superada apenas pela força de vontade ou com esforço.

As patologias do humor são aquelas que alteram de maneira constante os nossos estados emocionais. Quando uma pessoa apresenta alteração de longa duração, ou seja, mais de duas semanas, em algumas destas dimensões, podemos encará-lo como portador de uma perturbação de humor.

Quando tal estado é alcançado, a solução passa pelo pedido de ajuda. Possuir sentimentos de tristeza é parte integrante do ser humano, porém quando estes se tornam disfuncionais, a intervenção de um técnico devidamente qualificado torna- se essencial. 

          Se precisar de ajuda, contacte-nos! 
Dr.ª Sara Loios
Psicóloga Clínica
Cédula Profissional nº 20837

 

 



sexta-feira, maio 15, 2020

Orientação Escolar e Profissional

Orientação Vocacional

Área de Estudos, Cursos, Mudanças de Carreira - 

Um processo de Tomada de Decisão

Escolher um curso, saber qual a profissão que melhor se adapta à vocação pessoal, ou mesmo qual a área de estudos escolher no final do 9º ano, são decisões fundamentais na nossa vida. Grande parte da nossa realização pessoal está na profissão que vamos exercer na vida adulta. Por tudo isto, mas sobretudo por estarem num momento de intensas modificações físicas e psicológicas, é perfeitamente natural que os adolescentes se sintam inseguros e com muitas dúvidas perante um momento de escolha, tão importante como este, pelo que o processo de escolha pode ser marcado por ansiedade e medos em relação ao futuro.

Neste sentido, a Orientação Vocacional propõe-se a auxiliar os jovens a lidar melhor com esses sentimentos, promovendo o autoconhecimento e reflexão sobre a escolha escolar e profissional.
A orientação vocacional deve ser compreendida como um processo que envolve diversas atividades e instrumentos de avaliação específicos, com intenção de compreender os interesses profissionais, aptidões, valores e características de personalidade de cada um, facilitando, desta forma, a tomada de decisão em relação ao futuro.
Fases do processo de avaliação em orientação:
1.     Recolha de informação escolar, pessoal e familiar;
2.     Avaliação de valores e características de personalidade;
3.     Avaliação diagnóstica de aptidões e interesses;
4.     Estabelecimento de objetivos e das próximas decisões.
Desta forma, o jovem irá sentir-se mais seguro na hora de tomar uma decisão, tendo em conta que será uma decisão profundamente refletida, mas sobretudo fundamentada nas suas características pessoais, interesses e aptidões, sempre tendo em conta os seus desejos e objetivos para o seu próprio futuro.

Se o seu filho está indeciso em relação à área de estudos a escolher no final do 9ºano, ou não tem a certeza sobre o percurso a fazer quando terminar o secundário, podemos ajudá-lo neste momento de indecisão, aconselhando-o e direcionando-o no seu percurso pessoal, académico ou profissional.

Apesar de alguns alunos ainda se encontrarem com as aulas presenciais suspensas, o seu futuro não deve ficar em stand-by. A vida continuará e a tomada de decisão continua a ser uma necessidade. Resiliência, adaptação e flexibilidade são as características que melhor predizem o nosso bem-estar e crescimento pós-traumático. 

Por isto mesmo, estamos disponíveis para o ajudar neste processo, através de sessões dinamizadas por videoconferência. Sem sair de casa, sem correr riscos, tudo no conforto e segurança de sua casa.

Se precisar de ajuda, contacte-nos! 
Dr.ª Sara Loios
Psicóloga Clínica
Cédula Profissional nº 20837

quinta-feira, março 26, 2020

COVID-19 - Como lidar com a Ansiedade?

Como Dominar a Ansiedade perante um Cenário de Crise?


Perante o cenário de pandemia COVID-19 que vivemos, a necessidade de cumprir medidas de proteção, o facto de estarmos em isolamento social, o desconhecimento que temos sobre o coronavírus e sobre o futuro, é expectável que nos sintamos ansiosos, com medo, preocupados, tensos e sem controlo na situação.


No entanto, estes sentimentos desagradáveis não trazem apenas desconforto, têm uma função importante: proteger-nos. Quando nos sentimos em estado de alerta ou ameaçados ficamos mais vigilantes e mais disponíveis para adotar comportamentos de proteção e adaptar-nos à situação de modo a promover a nossa segurança (e a dos outros).

Como usar a ansiedade a nosso favor?

·      A ansiedade também tem uma parte boa e útil, permitindo-nos adotar comportamentos mais benéficos para nós próprios, tanto em termos sociais como ao nível da saúde, os quais são fundamentais neste momento para nos mantermos, tanto a nós como aos outros, saudáveis e em segurança;

·      Saber reconhecer e dizer a nós próprios que sentir ansiedade não significa ser fraco ou inferior aos outros. Todos sentimos ansiedade em diversos momentos da nossa vida e em momentos de crise, como este, é perfeitamente normal sentirmo-nos ansiosos;

·      Não sinta vergonha ou culpa por sentir ansiedade. Não se autocritique, não se julgue de forma negativa. A ansiedade é um sentimento expectável neste situação. Depende de nós a forma como a queremos gerir;

·      Dizer a si próprio que esta é uma situação temporária. Não vai durar para sempre. Dou-lhe o exemplo do comboio, faz muito barulho quando passa, mas depois segue sempre o seu caminho.

Sabemos, porém, que existem determinadas situações em que mesmo tendo em conta o descrito acima, não é fácil gerir o seu dia-a-dia de forma eficaz, podendo sentir-se assoberbada com toda esta situação. Neste sentido, se os seus sentimentos de inquietação forem excessivos e persistentes, se se sentir completamente sobrecarregado e desgastado pelos sentimentos de ansiedade, se se sentir ansioso durante longos períodos de tempo, se a ansiedade o estiver a impedir de funcionar e fazer a sua rotina diária, se sentir que está a ficar sem controlo PEÇA AJUDA. Para si ou para algum membro da sua família. Contacte-nos. Estamos cá para o ajudar.
Considerando a situação epidemiológica do país e de acordo com as recomendações emitidas pela DGS e restrições impostas aos cidadãos, estamos a realizar a nossa prática profissional utilizando os meios de comunicação à distância. Peça ajuda, no conforto de sua casa. Fale connosco.


Fonte: Ordem dos Psicólogos Portugueses

Dra. Sara Loios
Psicóloga Clínica                                                                                      
Membro Efetivo da Ordem dos Psicólogos Nº20837

quarta-feira, fevereiro 19, 2020

Orientação Escolar

Orientação Vocacional


- O meu filho está a terminar o 9º ano. 

Que área de estudos deve escolher? - 



O processo de escolha pode ser marcado por ansiedade e medos em relação ao futuro. Neste sentido, a Orientação Vocacional propõe-se a auxiliar os jovens a lidar melhor com esses sentimentos, promovendo o autoconhecimento e reflexão sobre a escolha da área de estudos a seguir. 
A orientação vocacional deve ser compreendida como um processo que envolve diversas atividades e instrumentos de avaliação específicos, com intenção de compreender os interesses profissionais, aptidões, valores e características de personalidade de cada um, facilitando, desta forma, a tomada de decisão em relação ao futuro.

Se o seu filho está indeciso em relação à área de estudos a escolher ou não tem a certeza sobre o percurso a fazer quando terminar o ensino secundário, podemos ajudá-lo neste momento de indecisão, aconselhando-o e direcionando-o no seu percurso pessoal, académico ou profissional.

Se precisar de ajuda, contacte-nos! 


Dr.ª Sara Loios
Psicóloga Clínica de Crianças, Adolescentes e Famílias
Cédula Profissional nº 20837