"É ATRAVÉS DA VIA EMOCIONAL QUE A CRIANÇA APREENDE O MUNDO EXTERIOR, E SE CONSTRÓI ENQUANTO PESSOA"
João dos Santos
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terça-feira, maio 01, 2012

O stress parental e seu efeito nos filhos



Existem várias teorias que comprovam que as primeiras impressões do bebé ficam registadas no seu inconsciente. Por esse motivo, as suas experiências iniciais serem tão importantes para os seus comportamentos futuros.

Os cuidados básicos como alimentação e limpeza são indispensáveis para a manutenção da vida do recém-nascido, o toque, a comunicação e os gestos são estímulos necessários para estimular a comunicação entre neurónios (sinapses nervosas), incitando a inteligência e as primeiras interações e percepções do bebé, essenciais para o seu desenvolvimento emocional.

Neste sentido, os primeiros meses de vida são cruciais para estruturar como a criança e os pais irão lidar com os efeitos do stress. Desde os seus primeiros dias de vida que o bebé irá ter contacto com as causas de stress primárias, como fome, estímulos auditivos, tácteis e visuais sentidos pelo bebé como desagradáveis, e iniciar os seus próprios mecanismos de defesa face aos agentes de stress.

Nos momentos em que os seus pais andam stressados, toda a sua ansiedade, tensão e nervosismo, tem grande impacto na criança seja qual for a sua idade, que é extremamente permeável a essas sensações. O que advém é que quando os pais não estão a conseguir lidar com o stress, a sua agitação interna passa para os seus filhos.

No caso de crianças mais pequenas os sintomas psicossomáticos mais comuns, são as suas reacções físicas ao problema psicológico, tais como, comportamentos de oposição, chamadas de atenção frequentes, problemas digestivos ou de sono.

Nessas alturas, o problema pode ser só de um progenitor, mas como o stress afecta todos os que o rodeiam, podem necessitar de acompanhamento psicológico familiar, para salvaguardar a saúde dos seus filhos e a deles próprios.

O afecto dos pais desde a nascença, é o alicerce para a criança a criar laços afectivos e envolvimento com outras pessoas. Além disso, reduz o stress na criança e ainda contribui para o desenvolvimento de habilidades sociais até a fase adulta.

É importante ter-se consciência que quando os adultos estão a passar por uma situação de stress, a sua agitação interna passa sempre para filhos.
E, as crianças de pais mais tranquilos e carinhosos são capazes de lidar com o stress e a ansiedade melhor do que as que receberam menos atenção ou afecto.

A infância é a base para a construção de uma vida afectiva saudável ao longo de todo o seu crescimento, sendo essencial a estabilidade emocional dos pais nesse percurso. É indispensável o estabelecimento de uma relação saudável e afectiva dos pais com o bebé desde o seu nascimento.   

Por Maria Carvalho Pereira, Psicóloga Clínica e Educacional                                       

segunda-feira, janeiro 09, 2012

Adolescência em família.




 É comum que, durante a etapa da adolescência, surjam mudanças significativas nas relações familiares. 
Em muitos casos, essas mudanças fazem-se acompanhar de um aumento de conflitos entre pais e filhos.

É sabido que a adolescência é uma fase de grande intensidade emocional, na qual a identidade se vai, progressivamente, consolidando. 

Uma das primeiras manifestações deste processo é a necessidade, por parte do adolescente, de se “afastar” da sua família de origem e envolver-se, de forma mais profunda, com o seu grupo de pares. O “afastamento” do jovem é muitas vezes sentido, por parte dos pais, como “rebeldia sem motivos aparentes”. Os pais poderão sentir-se particularmente lesados quando julgam que criaram uma boa base relacional, de confiança, que não deveria “provocar” este tipo de comportamento da parte do/a seu/sua filho/a.

No entanto, a adolescência traz consigo a necessidade de questionar, de descobrir, de redireccionar. 
Passa a haver a necessidade de rever as regras, os valores e até as crenças familiares.  
Um/a filho/a mais instável e irritado/a pode tão somente estar a manifestar, à sua maneira, a necessidade de diferenciação das figuras parentais, em busca da sua própria identidade.
É comum os jovens manifestarem ataques de raiva, isolarem-se em quartos fechados, buscarem apoio nos avós ou começarem a apresentar comportamentos desafiadores ou de risco.

Os adolescentes desafiam o sistema familiar porque essa é a natureza do desenvolvimento
A resposta de que necessitam, por parte dos pais/cuidadores deverá, no entanto, ser promotora do reequilíbrio emocional. 
O adolescente ainda não é adulto, pelo que necessita de contar ainda com uma família que lhe garanta as necessidades de afecto, de segurança e de estrutura. 
A clareza das regras e limites é essencial para assegurar estes 3 grandes pilares da vida do adolescente.

No entanto, torna-se necessário apostar num aumento da flexibilidade das fronteiras e na forma de expressar a autoridade dos pais/cuidadores, de forma a manter a harmonia familiar. 
Famílias com fronteiras mais flexíveis permitem que o adolescente se vá experimentando em diferentes territórios, aproximando-se quando se sente inseguro e afastando-se quando necessita de testar a sua independência.

Para garantir a solidez das relações intra-familiares, neste contexto, são necessários esforços de todos os membros da família, até encontrar novos padrões de convivência, adaptados a esta etapa do ciclo vital.

É natural que, havendo mais irmãos na mesma fase adolescente, se sintam algumas oscilações ao nível dos afectos, da solidariedade, da rivalidade e da hostilidade. 
As experiências partilhadas entre irmãos são consideradas as primeiras e mais intensas entre pares. Ao contrário da relação com os pais, espera-se que exista um nível hierárquico similar entre os irmãos. Num grupo de iguais, os irmãos aprendem a dividir o espaço e as regras familiares, que são a base das suas futuras relações.
 Quando os irmãos adolescentes se prestam a aceitar as transformações inerentes à etapa que estão a passar, a relação entre eles vai assumindo características cada vez mais positivas e menos conflituosas.

A mais-valia da terapia familiar, neste contexto, é possibilitar que os conflitos e as dificuldades sentidas com a transição para a vida adulta (quer por parte dos pais/cuidadores quer por parte dos/as filhos/as), se vão diluindo, à medida que se fortalece a comunicação, o crescimento pessoal e se redefine um modo de estar em família que seja capacitador e potenciador de soluções. 


Por Dora Rebelo, Terapeuta Familiar

domingo, janeiro 01, 2012

Adolescência em família.



 É comum que, durante a etapa da adolescência, surjam mudanças significativas nas relações familiares. 
Em muitos casos, essas mudanças fazem-se acompanhar de um aumento de conflitos entre pais e filhos.

É sabido que a adolescência é uma fase de grande intensidade emocional, na qual a identidade se vai, progressivamente, consolidando. 

Uma das primeiras manifestações deste processo é a necessidade, por parte do adolescente, de se “afastar” da sua família de origem e envolver-se, de forma mais profunda, com o seu grupo de pares. O “afastamento” do jovem é muitas vezes sentido, por parte dos pais, como “rebeldia sem motivos aparentes”. Os pais poderão sentir-se particularmente lesados quando julgam que criaram uma boa base relacional, de confiança, que não deveria “provocar” este tipo de comportamento da parte do/a seu/sua filho/a.

No entanto, a adolescência traz consigo a necessidade de questionar, de descobrir, de redireccionar. 
Passa a haver a necessidade de rever as regras, os valores e até as crenças familiares.  
Um/a filho/a mais instável e irritado/a pode tão somente estar a manifestar, à sua maneira, a necessidade de diferenciação das figuras parentais, em busca da sua própria identidade.
É comum os jovens manifestarem ataques de raiva, isolarem-se em quartos fechados, buscarem apoio nos avós ou começarem a apresentar comportamentos desafiadores ou de risco.

Os adolescentes desafiam o sistema familiar porque essa é a natureza do desenvolvimento
A resposta de que necessitam, por parte dos pais/cuidadores deverá, no entanto, ser promotora do reequilíbrio emocional. 
O adolescente ainda não é adulto, pelo que necessita de contar ainda com uma família que lhe garanta as necessidades de afecto, de segurança e de estrutura. 
A clareza das regras e limites é essencial para assegurar estes 3 grandes pilares da vida do adolescente.

No entanto, torna-se necessário apostar num aumento da flexibilidade das fronteiras e na forma de expressar a autoridade dos pais/cuidadores, de forma a manter a harmonia familiar. 
Famílias com fronteiras mais flexíveis permitem que o adolescente se vá experimentando em diferentes territórios, aproximando-se quando se sente inseguro e afastando-se quando necessita de testar a sua independência.

Para garantir a solidez das relações intra-familiares, neste contexto, são necessários esforços de todos os membros da família, até encontrar novos padrões de convivência, adaptados a esta etapa do ciclo vital.

É natural que, havendo mais irmãos na mesma fase adolescente, se sintam algumas oscilações ao nível dos afectos, da solidariedade, da rivalidade e da hostilidade. 
As experiências partilhadas entre irmãos são consideradas as primeiras e mais intensas entre pares. Ao contrário da relação com os pais, espera-se que exista um nível hierárquico similar entre os irmãos. Num grupo de iguais, os irmãos aprendem a dividir o espaço e as regras familiares, que são a base das suas futuras relações.
 Quando os irmãos adolescentes se prestam a aceitar as transformações inerentes à etapa que estão a passar, a relação entre eles vai assumindo características cada vez mais positivas e menos conflituosas.

A mais-valia da terapia familiar, neste contexto, é possibilitar que os conflitos e as dificuldades sentidas com a transição para a vida adulta (quer por parte dos pais/cuidadores quer por parte dos/as filhos/as), se vão diluindo, à medida que se fortalece a comunicação, o crescimento pessoal e se redefine um modo de estar em família que seja capacitador e potenciador de soluções. 


Por Dora Rebelo, Terapeuta Familiar

quarta-feira, dezembro 28, 2011

Adolescência e Relações Familiares



EU, UMA PESSOA ÚNICA E COM GRANDES POSSIBILIDADES

Estás à porta (ou talvez já tenhas entrado) de uma nova etapa da tua vida em que ocorrem importantes alterações e que te irá conduzir da infância ao estado adulto. É a adolescência. Trata-se de uma etapa muito importante na construção da pessoa, na qual desempenham um papel muito importante as relações que estabeleces com os teus amigos e amigas, com a tua família, com os teus professores.

Todas estas alterações também afectam as pessoas adultas que te rodeiam: dizem que já és crescido, mas continuam a tratar-te como se não o fosses. Às vezes estas pessoas adultas não sabem como tratar-te: pensa que os adultos deixaram para trás há muitos anos a sua própria adolescência. Tem paciência e confia neles: gostam de ti e querem ajudar-te.

Por vezes, irão haver dificuldades (que nova etapa não as tem ) "angústias", inseguranças, confusões...; mas não te esqueças que ao mesmo tempo será uma época muito estimulante, de grandes progressos, de crescimento físico e intelectual de novas e maravilhosas experiências.

«Trata-se de um conjunto de anos vitais, sem um limite preciso e com o encargo social oculto de te dedicares a ser adolescente». (Jaime Funes).

Os adolescentes são muito influenciados pelas suas famílias ainda que, por vezes, nalgumas circunstâncias estes laços possam ser abalados.

Estudos feitos nas últimas décadas têm mostrado, de forma consistente, que existe menos conflito entre os adolescentes e suas famílias do que se acreditava previamente. Estes estudos referem que o conflito está presente em apenas 15 % a 25 % das famílias.

A ocorrência destes conflitos está relacionada sobretudo com as rotinas familiares, o estabelecimento de horas de entrada em casa, namoros, notas escolares, aparência física e hábitos alimentares. As investigações feitas nesta área indicaram igualmente que o conflito entre pais e adolescentes acerca dos valores económicos, religiosos, sociais e políticos são relativamente raros.

Os pais continuam, hoje, a influenciar os seus filhos adolescentes não só nas suas crenças mas também ao nível do seu comportamento. Contudo, mães e pais influenciam os adolescentes de maneira diferente.

Parecem existir, pois, diferenças consideráveis entre o comportamento e o papel das mães e dos pais nas relações familiares com os filhos adolescentes.

Assim, os pais tendem a encorajar o desenvolvimento intelectual e frequentemente envolvem-se em actividades de resolução de problemas e discussão dentro da família. Como consequência, quer rapazes quer raparigas discutem ideias com os pais.

O envolvimento dos adolescentes com as mães é mais complexo. Mães e adolescentes interagem no que diz respeito por exemplo às responsabilidades nas tarefas domésticas, trabalhos escolares, disciplina dentro e fora de casa e actividades de lazer. Estas áreas podem resultar em maiores conflitos entre as mães e os seus filhos adolescentes contudo, tendem a criar maior proximidade entre mães/filhos de que entre pais/filhos.

As dinâmicas familiares bem como as alianças dentro da família desempenham também um papel importante, dado que estes elementos começam a moldar o comportamento da pessoa mesmo antes da adolescência.

Muito embora as alianças entre os vários membros da família sejam naturais e saudáveis, é importante que o pai e a mãe se mantenham unidos e que mantenham laços distintos com os seus filhos.

Os pais necessitam de trabalhar juntos para criarem e disciplinarem os filhos. Ou seja, uma relação estreita de um pai com um filho que exclua o outro pai pode perturbar o desenvolvimento do adolescente na medida em que o pai excluído perde estatuto enquanto agente socializador e figura de autoridade.

Os problemas podem surgir também de outro tipo de desequilíbrios como seja a ausência de um dos pais devido a divórcio ou separação.

Ambos os progenitores devem ter uma participação activa na criação de dinâmicas familiares que promovam o crescimento harmonioso dos seus filhos adolescentes, ou seja, deve existir coerência entre as práticas educativas dos pais.

Numa altura em que um adolescente está a testar novos papéis e está a lutar para atingir uma nova identidade, a autoridade parental pode ser seriamente posta à prova quando em casa existe apenas um dos pais.

Podemos referir, em jeito de conclusão, e corroborando as opiniões do Dr. Daniel Sampaio ,  as famílias se adaptam melhor aos adolescentes se forem capazes de negociar as mudanças de uma forma racional, que tome em consideração as necessidades e desejos de cada um.

A coesão familiar pode ser preservada quando os pais e adolescentes estão capazes de se verem como iguais numa relação reciprocidade.

 Por outro lado, uma comunicação aberta os vários membros da família, em que cada um possa falar acerca das suas preocupações/desejos sem fricção, ajuda igualmente a manter a coesão familiar.

Quando existem dificuldades nesta interacção familiar e pais filhos não conseguem comunicar, a orientação profissional de um psicólogo pode ajudar nesse processo, e se necessário for, encaminhar o próprio adolescente para uma psicoterapia.

Nesse caso, o adolescente receberá uma escuta profissional contextualizada por um espaço seguro onde ele possa expressar suas emoções, desejos, curiosidades, dúvidas e fantasias, características dessa fase da vida.

Procurar uma orientação adequada é um dever dos pais, pois são espelhos fundamentais na educação dos filhos e responsáveis por lhes proporcionar a segurança emocional que necessitam.

A adolescência pode ser um momento difícil para pais e filhos.... as duas partes envolvidas não devem esquecer que: “Todas as pessoas gostam de saber que são amadas e admiradas, apesar dos defeitos que possam ter!”

O respeito e a negociação constituem a base de todos os relacionamentos, e são indispensáveis em qualquer idade. Pense nisso!

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

A importância das relações familiares na vivência da adolescência


EU, UMA PESSOA ÚNICA E COM GRANDES POSSIBILIDADES

Estás à porta (ou talvez já tenhas entrado) de uma nova etapa da tua vida em que ocorrem importantes alterações e que te irá conduzir da infância ao estado adulto. É a adolescência. Trata-se de uma etapa muito importante na construção da pessoa, na qual desempenham um papel muito importante as relações que estabeleces com os teus amigos e amigas, com a tua família, com os teus professores.

Todas estas alterações também afectam as pessoas adultas que te rodeiam: dizem que já és crescido, mas continuam a tratar-te como se não o fosses. Às vezes estas pessoas adultas não sabem como tratar-te: pensa que os adultos deixaram para trás há muitos anos a sua própria adolescência. Tem paciência e confia neles: gostam de ti e querem ajudar-te.

Por vezes, irão haver dificuldades (que nova etapa não as tem ) "angústias", inseguranças, confusões...; mas não te esqueças que ao mesmo tempo será uma época muito estimulante, de grandes progressos, de crescimento físico e intelectual de novas e maravilhosas experiências.

«Trata-se de um conjunto de anos vitais, sem um limite preciso e com o encargo social oculto de te dedicares a ser adolescente». (Jaime Funes).

Os adolescentes são muito influenciados pelas suas famílias ainda que, por vezes, nalgumas circunstâncias estes laços possam ser abalados.

Estudos feitos nas últimas décadas têm mostrado, de forma consistente, que existe menos conflito entre os adolescentes e suas famílias do que se acreditava previamente. Estes estudos referem que o conflito está presente em apenas 15 % a 25 % das famílias.

A ocorrência destes conflitos está relacionada sobretudo com as rotinas familiares, o estabelecimento de horas de entrada em casa, namoros, notas escolares, aparência física e hábitos alimentares. As investigações feitas nesta área indicaram igualmente que o conflito entre pais e adolescentes acerca dos valores económicos, religiosos, sociais e políticos são relativamente raros.

Os pais continuam, hoje, a influenciar os seus filhos adolescentes não só nas suas crenças mas também ao nível do seu comportamento. Contudo, mães e pais influenciam os adolescentes de maneira diferente.

Parecem existir, pois, diferenças consideráveis entre o comportamento e o papel das mães e dos pais nas relações familiares com os filhos adolescentes.

Assim, os pais tendem a encorajar o desenvolvimento intelectual e frequentemente envolvem-se em actividades de resolução de problemas e discussão dentro da família. Como consequência, quer rapazes quer raparigas discutem ideias com os pais.

O envolvimento dos adolescentes com as mães é mais complexo. Mães e adolescentes interagem no que diz respeito por exemplo às responsabilidades nas tarefas domésticas, trabalhos escolares, disciplina dentro e fora de casa e actividades de lazer. Estas áreas podem resultar em maiores conflitos entre as mães e os seus filhos adolescentes contudo, tendem a criar maior proximidade entre mães/filhos de que entre pais/filhos.

As dinâmicas familiares bem como as alianças dentro da família desempenham também um papel importante, dado que estes elementos começam a moldar o comportamento da pessoa mesmo antes da adolescência.

Muito embora as alianças entre os vários membros da família sejam naturais e saudáveis, é importante que o pai e a mãe se mantenham unidos e que mantenham laços distintos com os seus filhos.

Os pais necessitam de trabalhar juntos para criarem e disciplinarem os filhos. Ou seja, uma relação estreita de um pai com um filho que exclua o outro pai pode perturbar o desenvolvimento do adolescente na medida em que o pai excluído perde estatuto enquanto agente socializador e figura de autoridade.

Os problemas podem surgir também de outro tipo de desequilíbrios como seja a ausência de um dos pais devido a divórcio ou separação.

Ambos os progenitores devem ter uma participação activa na criação de dinâmicas familiares que promovam o crescimento harmonioso dos seus filhos adolescentes, ou seja, deve existir coerência entre as práticas educativas dos pais.

Numa altura em que um adolescente está a testar novos papéis e está a lutar para atingir uma nova identidade, a autoridade parental pode ser seriamente posta à prova quando em casa existe apenas um dos pais.

Podemos referir, em jeito de conclusão, e corroborando as opiniões do Dr. Daniel Sampaio as famílias se adaptam melhor aos adolescentes se forem capazes de negociar as mudanças de uma forma racional, que tome em consideração as necessidades e desejos de cada um.

A coesão familiar pode ser preservada quando os pais e adolescentes estão capazes de se verem como iguais numa relação reciprocidade.

 Por outro lado, uma comunicação aberta os vários membros da família, em que cada um possa falar acerca das suas preocupações/desejos sem fricção, ajuda igualmente a manter a coesão familiar.

Quando existem dificuldades nesta interacção familiar e pais filhos não conseguem comunicar, a orientação profissional de um psicólogo pode ajudar nesse processo, e se necessário for, encaminhar o próprio adolescente para uma psicoterapia.

Nesse caso, o adolescente receberá uma escuta profissional contextualizada por um espaço seguro onde ele possa expressar suas emoções, desejos, curiosidades, dúvidas e fantasias, características dessa fase da vida.

Procurar uma orientação adequada é um dever dos pais, pois são espelhos fundamentais na educação dos filhos e responsáveis por lhes proporcionar a segurança emocional que necessitam.

A adolescência pode ser um momento difícil para pais e filhos.... as duas partes envolvidas não devem esquecer que: “Todas as pessoas gostam de saber que são amadas e admiradas, apesar dos defeitos que possam ter!”

O respeito e a negociação constituem a base de todos os relacionamentos, e são indispensáveis em qualquer idade. Pense nisso!